15 de fev de 2009

Strangers

Num dia, aparentemente bem-disposto e sociável, com um quase desconhecido.
- Vais de férias para algum sítio?
- Não. Não tenho esse hábito... nem muitas oportunidades...
- E amigos na tua zona?
- Não.
Não sinto reciprocidade na amizade que tento estabelecer com algumas pessoas.
Pelos vistos não valho a pena.
- Para cada um os seus.
Se bem que o afastamento pode partir do próprio.
- Também.
Isso acontece quando não sentimos a dita reciprocidade...
- Se calhar porque a perfeição percorre o teu pensamento...
- Por vezes sinto que me conheces tão bem...
- Talvez porque, de algum modo, sou parecido contigo.
Ou talvez seja muito bom!
- Qual o porquê dos castelos?
- Como?
- Porquê castelos?
- De que estás tu a falar?
- Gostas de castelos, não gostas?
- Como sabes?
- Só estou a perguntar se há alguma razão em particular.
- Porque tenho a impressão... de que estou no tempo errado.
Como sabias?
- Apenas sei.
- Não pode ser.
- Porque não?
Há quanto tempo me conheces?
- Tem de ser alguma coisa que viste. Algumas fotografias... não sei... alguma coisa.
- Bem, tens razão, mas por vezes as coisas surgem do nada.
Mas, sim, eu vi algumas fotografias.

Num outro dia.
- Acabaste de acordar?
- Não. Costumo acordar cedo.
- Estava a brincar. Os solitários normalmente acordam cedo, ou adormecem bastante tarde.
Sendo tu uma...
- Se tu o dizes...
- Há uma música que diz que a música morreu.
- Bye bye miss american pie
Deve haver um monte delas.
- Acertaste, sim deve haver algumas delas, mas essa era a resposta que eu queria.
Sabes quem a escreveu?
- Don Mclean?
- Sabia-lo ou procuraste saber?
- Eu tenho a música! Mas não tenho a certeza se o cantor teria escrito a música também.
- Conheces alguma outra música dele?
- De momento não me recordo...
- Vincent

(Agosto de 2005)




"Starry
starry night
paint your palette blue and grey

look out on a summer's day
with eyes that know the
darkness in my soul.
Shadows on the hills
sketch the trees and the daffodils

catch the breeze and the winter chills

in colors on the snowy linen land.
And now I understand what you tried to say to me

how you suffered for your sanity
how you tried to set them free.
They would not listen they did not know how

perhaps they'll listen now.

Starry
starry night
flaming flo'rs that brightly blaze

swirling clouds in violet haze reflect in
Vincent's eyes of China blue.
Colors changing hue
morning fields of amber grain

weathered faces lined in pain
are soothed beneath the artist's
loving hand.
And now I understand what you tried to say to me

how you suffered for your sanity
how you tried to set them free.
perhaps they'll listen now.

For they could not love you
but still your love was true

and when no hope was left in sight on that starry
starry night.
You took your life
as lovers often do;
But I could have told you
Vincent
this world was never
meant for one
as beautiful as you.

Starry
starry night
portraits hung in empty halls

frameless heads on nameless walls
with eyes
that watch the world and can't forget.
Like the stranger that you've met

the ragged men in ragged clothes

the silver thorn of bloddy rose
lie crushed and broken
on the virgin snow.
And now I think I know what you tried to say to me

how you suffered for your sanity

how you tried to set them free.
They would not listen
they're not
list'ning still
perhaps they never will. "

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